terça-feira, 2 de novembro de 2010

De Mudança.

Ai meu povo, os que me acompanham com frequencia devem saber que sou uma pessoa meio que de lua. E por conta disso, resolvi que vou meio que mudar as coisas por aqui.

Vou transformar o Estórias em algo parecido com uma revista. Ele vai começar a abordar temas fixos...
Que ainda não sei quais são, mas assim que os definir eu venho e faço um post.

Por que isso?
Estou indo para o quarto ano de jornalismo e resolvi que meu trabalho de conclusão vai ser algo em cimo desse blog, que já me acompanha a muitos anos e que já mudou de cara incontáveis vezes, sempre para melhor, assim espero.

Vou precisar ainda mais da colaboração de vocês, que vão ser as peças chaves dessa nova mudança. Se tiverem sugestões mandem um coments.
Se não tiverem, mandem tbm...

Dicas, perguntas, sugestões, pitacos... assim será o blog, escrito por mim com dicas de vocês.

Cada dia da semana será destinada a um tema que será explorado uma vez por semana. Assim, postarei na segunda sobre assunto tal, na próxima terça, sobre outro assunto e assim por diante.

Parece meio que complicado por qua não parei para pensar e escrever este post, apenas passei para avisar que ele entrará em construção.
Até mais ver...

E vamos pensando nas sugestões para a primeira postagem, que ainda não sei que dia sai, mas será numa segunda e falará sobre HOMENS.



Até lá...

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ai a vontade...

Sei que na maioria das vezes as coisas acontecem por que sou teimosa, orgulhosa e até burra para não pedir ajuda ou mesmo conselhos, mas sempre fui assim e não me imagino sendo de outro jeito nos próximos meses... anos.

É dai que me vem a vontade. De sumir... ir pra um lugar bem longe, onde as pessoas não possam me encontrar ou falar comigo. Ficaria lá até que as coisas se ajeitassem, não para as outras pessoas, mas para mim. O que pode demorar décadas, séculos (só para seguir a ordem cronológica).

Sim, eu quero gritar que estou cheia de ser dependente. Que não quero mais as pessoas se intrometendo na minha vida. Quero mandar todas à merda e ir pra praia, vender salada de frutas e sanduiche natural. Esquece a água de coco.

Tô de saco cheio e hoje não quero conversa, não quero comer, não vou tomar banho para relaxar. Vou apenas deitar na cama e dormir. Até amanhã e uma péssima noite para todos.

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A arte espalhada pelas ruas


Grafitagem, movimento contracultural, cresce a cada dia em Rio Preto e leva verdadeiras obras de arte para os muros da cidade

Ao passear pelas ruas de Rio Preto é possível ver muros coloridos, com desenhos arredondados e letras ornamentadas, verdadeiras obras de arte. Esta obra é o grafite, movimento que vem crescendo cada vez mais na cidade. 

A grafitagem se distingue da pichação, que é um ato de vandalismo, por ser um movimento contracultural. Para o grafiteiro rio-pretense Fabrínio Gomes Bronzelli, 23, o grafite é uma arte como outra qualquer. “O reconhecimento é mundial e cresce a cada dia no Brasil.”

Bronzelli conheceu o grafite em 2001, por meio de um amigo. A curiosidade de fazer desenhos com o spray fez com que o grafiteiro buscasse informações sobre a arte que vem das ruas. “Em 2005 vesti a camisa do grafite e estou com ela até hoje.”
Para o grafiteiro Edson Ferreira Ramos, 25, a arte não está só nas paredes, mas também na roupa, nas gírias e no estilo hip-hop moderno. Sempre quando vai grafitar, ele leva a tira-colo seu filho Gustavo, de 4 anos. “Ele já tem o grafite no sangue.”

Bronzelli e Ramos fazem parte do mesmo grupo de grafiteiros - que na gíria é chamado de crew  - mas cada um tem seu estilo. Bronzelli comenta que procura ter um estilo próprio e quer que as pessoas comecem a dar valor a seu trabalho. “Grafito o que gosto, como personagens de minha criação.”
Ramos não gosta de seguir uma linha fixa. Para isso, prefere as letras e os contornos coloridos. “Uso todas as cores que encontro”, diz.

Para Ramos, o trabalho de maior importância foi a grafitagem do muro da Dise. “Fomos a primeira crew a grafitar o muro de uma delegacia”, afirma.

História
A arte do grafite começou a partir de um movimento contracultural, em maio de 1968. Na ocasião, os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político.
Assim, a prática do grafite se generalizou pelo mundo em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabiscos até grandes murais em espaços designados, ganhando status de verdadeiras obras de arte.
Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop e o rap.

Na língua deles 
Entre os grafiteiros também existem expressões próprias. Conheça algumas delas: 
Crew - grupo de amigos que habitualmente grafitam juntos.
Writer - “escritor” de grafite.
Cross - fazer um grafite por cima de um trabalho de um outro writer.
Hall of Fame - Trabalho com mais de um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ai, o Rio (parte 1)

Poucas pessoas sabem do que vou contar agora.
Tudo começou com uma simples frase de MSN, que pra falar a verdade nem me lembro qual era, só sei que tinha o Rio no meio.
Depois de um telefonema descubro que sim, minha prima Tassiana ia passar o carnaval lá na terrinha maravilhosa. Na maior cara de pau me fiz um convite e aos 46 do segundo tempo fiz minhas malas e fui para Rio Preto, minha primeira parada antes da tão desgastante viagem até o Rio de Janeiro.

Na minha ansiedade pensei, com toda a certeza do mundo que estava indo parauma praia que ficaba no meio do epicentro do Rio. Mas não... Estava indo para uma cidade do estado do Rio.

Na viagem, que durou 15 horas, não preguei os olhos um só minuto. Ao chegar no Rio uma coisa me vez refletir. Da ponte Rio-Niterói eu ví os dois cartões postais mais famosos da cidade maravilhosa ficar pra traz. Algo estava errado.
Fui para Araruama, uma cidadezinha estremamente praieira, linda e ensolarada. Um lago de água salagada banhava a areia que acompanhava o traçado da praia em frente a casa que ficamos. Do Rio, conheci a tão famosa praia de Búzios e uma outra, mais restrita, que só me lembro da água estremamente congelante.

Esse é apenas o começo da história, para que todos entendam o que está por vir.

Amanhã eu conto... me deu sono, vou aproveitar para dormir.
Boa noite.

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Do e-mail pro blog...

(continuação...)

De tudo que vivemos, não esqueci nada.
Não esqueci nosso primeiro contato.
Não esqueci o primeiro beijo.
Não apaguei da memória nem mesmo a dor do primeiro desentendimento.
Das mentiras.
Do adeus. Fatos que se tornaram, ao passar do tempo, mais amenos, mas que ainda me acompanham.

Estava comemorando meu aniversário quando te conheci. Descobri alí, como ter e perder alguém por conta de uma simples piadinha.
Confesso que a visão que tive quando me deu as costas me deixou ainda mais curiosa a seu respeito.

Algo me chamou a atenção, e hoje sei que foi a sua indiferença. Ainda me lembro com perfeição da sua frase indefectível: hoje eu tô sem coragem, tô careta.
Não que eu tenha entendido o que você quis dizer, mas ainda a acho hilária.
Lembro ainda de você jogando seu halls fora. Da mistura de nicotina com tuti-fruti. Do gosto do primeiro beijo. Do abraço.
Das suas caretas. Facetas que ainda vejo, mesmo sem te ver. Você é fascinante, não quero perder isso.


Lembro de detalhes que juro, preferia apagar da memória.
Não por me incomodarem, mas por não conseguir identificar onde é que você insiste em "dizer" que errei. Carinho, companheirismo, cuidado, zelo. Assim é o amor, eu só esqueci de o apresentar antes. Foi isso que te assustou?
Bobagem...

Não deu certo, concordo.
Podia ter dado? Não tenho certeza.
Isso não quer dizer que devemos nos odiar para todo o sempre, amém.
Não te odeio, não tenho mágoas. Já te disse isso.

Ainda espero pelo dia em que vou receber um telefonema seu, ou até mesmo um e-mail, mensagem no celular, dizendo que está com saudade das nossas conversas e que me espera, com uma cerveja gelada já aberta, no bar da esquina.

Sei do seu orgulho, posso até dizer que entendo, fiz o que achei ser o melhor para nós dois. Sei também que um dia isso tudo vai passar e vamos poder ser amigos.
Sair, conversar, brigar. Ficar dias sem nos ver ou nos falar. E mais uma vez, esperar pelo dia que tudo volte ao normal. Vou repetir, na minha opinião, não é perda de tempo. Sei que você só fala isso da boca pra fora.

Gordinho marrento que eu adoro, tudo de bom pra você. Não vou te desejar sorte, pois não quero que ganhe na mega-sena acumulada, mas se ganhar, quero ser lembrada.
Vou te desejar muito sucesso.
Que com ele e com seu suor, sua luta, sua garra, consiga realizar tudo que sonha.

Um grande beijo e feliz aniversário.






P.S: você não tem mais aquele trofeuzinho, que ficava em cima do seu guarda roupa, né? Aquele que ganhou em uma competição lá em Andradina, no dia 6 de junho, e disse que daria a ela meu nome.
Não, não tem.

Por isso não lembrou do meu aniversário.
Deve até ter lembrando, só não me deu os parabéns para provar que é durão, que não está nem ai e blá, blá, blá...
Hahaha, por isso que te adoro.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Antes, durante, nunca mais...

Aconteceu...

Precisava ver seus olhos tocarem os meus. Encontrarem os meus.
Degustar da força do pulsar de seu peito contra o meu.
Sentir seu abraço quente envolver meu corpo.
Provar do gosto do café amargo, ainda sem açúcar, sem creme.
Preciso do cheiro, do tato, do gosto.

Tenho...

Já posso sentir o pulsar forte do coração, apertando o peito.
O brilho dos olhos. A força do abraço. O gosto do café.

Sim... Aconteceu.

Foi melhor do que esperava, foi algo novo. Algo que me faltava, que me completou.
Senti você.
Sua respiração ofegante. Seu calor. Seu amor.
Provei do gosto de cafeina. Do cheiro molhado de seu suor.
Da força de sua respiração.
Da sua mão, da ternura.

Acontece...

O ritmo do pulsar aumenta.
A frisson também...
O quarto se tinge de azul, amarelo, rosa, violeta, e, em pouco tempo, um verdadeiro arco íris se forma em sua volta.
Somos dois.
São apenas corpos.
Ocupamos o mesmo lugar no espaço.
Estava ali.

Ainda quero o abraço, o beijo, o eu te amo, o estava com saudade.
O peso do seu corpo.
A força da sua respiração.
O misto do seu desejo com minha ansiedade.
Sim, quero você.
E peço: "Vem sentir o calor dos lábios meus, à procura dos teus.
Vem matar esta paixão que me devora o coração".

Vem, com panamá, sem panamá.
Com amor, sem amor.
Vem com saudades, sem saudades.
Apaixonado ou não.
Vem... Apenas quero você.
Completo.
Pra mim.

Agora sim, estava tudo ali.
Tudo da forma que imaginei.
Sim, imaginei...
Você não estava, não sabia do meu desejo, não partilhava daquele momento comigo.
Não, não senti o gosto bruto do café.
Não peguei sua respiração.
Não provei seu corpo.
Seu gosto.

Imaginei...

Isso ainda não me consola por completo, mas me alegro em saber que foi bom pra você também.

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Culpada. Eu confesso!


Estava no carro com minha tia. Não podia ouvir o que ela falava, só via as coisas acontecerem ao nosso redor, em câmara lenta e em preto e branco.

Entramos na garagem de uma casa, que já estava com uns quatro ou cinco carros estacionados, em um deles, lí a palavra "POLÍCIA" em letras garrafais.

Nada daquilo fazia sentido para mim, até que entrei na casa, ainda sem ouvir o que as pessoas diziam. O cheiro era insuportável, pude perceber o rosto de minha tia se contorcer, mas não sei o que ela disse. Mas de uma coisa eu tinha certeza: algo tinha acontecido naquela casa, mais o quê?

Já no corredor principal da casa, uma lembrança me veio a cabeça. Alí parei e comecei a recordar a cena que me veio como um relâmpago em um dia de chuva.

A imagem é da noite anterior. Alguém entra pela porta da frente, vai até a cozinha, pega uma faca e vai em direção ao quarto do casal, que se prepara para dormir.

A primeira vítima é o homem, que ao se assustar com a presença inesperada, vai contra o vulto para se defender. É golpeado com incontáveis facadas, em todas as partes do corpo. A mulher, assustada com a brutalidade dos fatos, grita e acorda os filhos, que presenciam a mesma brutalidade, mas ao invéz de gritos, retribuem com lágrimas. Assim como o marido, a mulher é brutalmente esfaqueada e arrastada para perto do corpo, ainda quente, de seu marido.

As crianças, por não demostrarem mais reação, são esfaqueadas simultaneamente, como se aquele vulgo quisesse dividir algo de forma igualitária entre os dois pequenos corpos, que por serem visivel e fisicamente mais frágeis, levam poucas perfurações.

Não contente com todo aquele sangue, toda aquela brutalidade, o tal vulto assassino ainda volta à cozinha, escolhe na gaveta uma faca maior e volta ao quarto do casal. Chegando lá, descobre um novo personagem, um cachorro.

Este, ao se perceber sozinho, reconhece no vulto, quem sabe um salvador, um novo dono, e o enche de carinho. A forma que o vulto encontra para retribuir este carinho, não podia ser diferente do que já havia acontecido ali, naquela noite, e o cão também sofre com os golpes da nova, maior e mais afiada faca.

As crianças, dessa vez, foram polpadas. Seus corpos foram desleichadamente arrastados para suas camas e cobertos. Os pais e o amigo cão, não tiveram a mesma sorte. De seus corpos foram retirados pedaços enormes de carne, de variados lugares. Essas partes foram minusciosamente cortadas em cubos e distribuidas por todos os cômodos da casa.

Após esses inúmeros atos, cansado, o vulto deitou na cama do casal, com as duas facas e dormiu o sono dos (in)justos.

Eu, agora ouvindo o que as pessoas dizem, vendo os fatos em tempo real e já com cores, me vejo no mesmo lugar de antes, parada no corredor principal da casa. Mas a casa, antes suja, com cheiro de sangue, moscas e pedaços de carne humana por todo lado, agora está limpa, sem móveis e com pessoas que reconheço dentro.

Ao meu lado, uma televisão transmite a reportagem, onde fala que o assassino ainda não foi encontrado e que as autoridades não tem nem pistas, nem suspeitos. Ao voltar o olhar para aquele cenário, reconheço o vulto, ao me olhar no espelho.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Parece fixação, mas não passa de artigo.

A Copa da África do Sul é composta por muitos sons, não só das vuvuzelas e dos comentários estapafúrdios do Galvão. 

Tem também uma infinita combinação de cores. Além do verde, amarelo, azul e branco da seleção canarinho, ainda tem um verdadeiro caleidoscópio de tonalidades.

Tem ainda muitas daquelas variedades de pernas que comentei no primeiro artigo. E é por elas que começo o artigo de hoje de novo.

Sim, fiz minha lição de casa. Assisti a vários jogos e coloquei bastante reparo nas pernas. Resolvi, para este artigo, trazer alguns dados históricos sobre as pernas dos jogadores que participaram de Copas passadas. No meu último artigo volto para falar sobre cada uma das cinco pernas que estou analisando com mais afinco.

Quais são elas? Curiosas... é surpresa. Quem ler, saberá.


Para vencer os adversários, os nossos jogadores correm, driblam, pelejam com a bola e quando menos esperamos vem o Galvão, todo desafinado, e grita seu inconfundível e irritante “Gol, gooool, gooooooool. Goooooooooooooooooooooool”.


É nessa hora que nós, mulheres, confundimos todas as nossas emoções. Afinal, é nesse momento que eles saem pro abraço, literalmente. Se esparramam na grama e exibem o que têm de melhor: as pernas. 


A essa altura já estamos embriagadas com tamanha beleza e “apernância”. Não sabemos mais se comemoramos o gol ou as pernas expostas. Independentemente da cor, da raça, do credo, da capacidade técnica e do tamanho.

Ícone da fantasia sexual dos anos 1980 e 1990, as pernas torneadas perderam espaço para o tórax em gomos e abdômen definido. Mas, de quatro em quatro anos, pela exposição permanente, as coxas masculinas voltam a entrar em evidência nos gramados e rodinhas de apreciadoras do tal membro. 


Mas, de quem afinal, são as pernas que entraram para a história do futebol brasileiro?

Se o Dunga tivesse convocado o Roberto Carlos vocês poderiam ter uma prova do que estou falando. O baixinho é dono do par de pernas mais aclamado da última Copa. 

Temos também o bonitinho do Kaká, que no quesito pernas não leva cartão vermelho, mas pode sim, ir para o chuveiro mais cedo. 

O goleiro Júlio Cesar, esse gato ai ao lado, não leva ponto só pelo seu sorriso sagaz. Mesmo não  as  colocando  de fora, o moço tem um belo exemplar por debaixo do bermudão cinza.


Para as mais vividas, ou para aquelas que fazem pesquisa para escrever artigos sobre as pernas mais famosas da Copa, vale lembrar de dois representantes canarinhos que ficaram história: Zico e Emerson Leão.

Bom, mas para fazer justiça, tenho de falar de certas pernas que esteticamente seriam feias,  mas,  como poucas,  fizeram a alegria de homens e mulheres brasileiros: as do inesquecível pernas tortas de Garrincha.



(Os dois artigos sobre a Copa do Mundo foram publicados no Caderno da Copa do BOM DIA. Textos para janaina.moraes@bomdiariopreto.com.br)

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Para elas, as pernas deles

A minha ideia de falar sobre as pernas dos jogadores desta Copa surgiu quando eu, Flávia e Carol decidimos, de uma vez por todas, abandonar o pensionato e alugar um apartamento.
Você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com a Copa? Eu respondo em caps lock: TUDO!
Resolvemos então juntar as panelas. Eu levei para o nosso novo lar, doce lar um tanquinho, uma tostequeira elétrica e muitos sapatos. A Carol, de início, apenas algumas malas, que isso fique claro. Depois metade da mobília. Já a Flávia, que há tempos não assistia TV, prometeu que compraria uma. Humilde. De 42 polegadas.
Depois de pesquisas na internet sem sucesso fomos, eu e Flávia, a um shopping de Rio Preto, em uma loja especializada, escolher uma TV e, de repente...
– Compra essa, Flávia.
– Por quê?
– Olha só o tamanho dessas pernas.
Sim. Estava passando um jogo. Não me pergunte de quem contra quem, até porque isso não é interessante por enquanto, mas sei que era futebol.
Dez para cada lado, cada um com seu goleiro. Somam 11 ou 22 direto, para os bons de conta. Árbitro, bandeirinha, auxiliar e um bando de gente torcendo. Agora com vuvuzelas e o Galvão, combinação mais que infernal.
Do outro lado da big tela estava eu, boquiaberta com a beleza. Da TV? Não. A Flávia que vai comprar, ela escolhe, eu estava apenas admirando a visão.
Bom, chega de lero-lero e vamos ao propósito inicial, a Copa para eles e para elas.
Eles são assim, dizem que adoram futebol, que são fanáticos por ele e ainda brigam com a gente quando este é o assunto. Correm pra cá e pra lá durante 90 minutos atrás da bola e quando o árbitro apita ela é esquecida por 15 minutos ou até o próximo jogo.
Nós, mulheres, não. Quando falamos amar o tal do futebol é por que realmente o amamos. E não só a bola, mas a eles, que fazem a gorduchinha ir daqui para ali e de lá para cá.
Pera lá um pouquinho. Amamos eles ou elas? Bom, neles eu amo elas. As pernas. Chego a suspirar quando a supercâmera da Globo focaliza com detalhes cada jogada.
Existe uma imensidão de diversidade delas nessa Copa. É perna para admiradora nenhuma botar defeito. Tem para todos os gostos. Malhadas ao extremo, as compridas, as mais curtas, mas todas  lindas e torneadas.
Para os que se encantam com pernas de mesa, essa Copa está uma loucura.
Ainda não sou perita como o Ferri, que corrige o Marquinhos quando ele tenta reconhecer os jogadores pelas pernas, mas juro que vou tirar o fim de semana para assistir aos jogos e prestar bem atenção em todas as jogadas.
Já a Dani Fenti, que deve estar mais por dentro do assunto que eu, diz que a seleção italiana tem pernas, e homens, de dar água na boca. Vou por reparo e volto para comentar.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Novo site da Ediouro.

O novo Portal Ediouro está saindo do forno.
Para antecipar o mergulho neste novo mundo de conteúdo, cultura e informações, lançamos o concurso cultural Livros que Mudam Vidas.

No total, mil livros serão distribuídos entre os vencedores e as bibliotecas indicadas pelos participantes do concurso.

Para participar do concurso, basta entrar no site www.ediouro.com.br, escolher um livro e responder: “Por que ele mudou sua vida?”.


Cada um dos autores das três respostas mais criativas vai receber 60 livros, mais a assinatura por um ano da revista História Viva. E as três bibliotecas que indicarem vão ganhar, cada uma, 210 livros.

Além disso, a biblioteca mais indicada entre todos os participantes do concurso também vai receber 210 livros.


Caso já tenha  sido agraciada devido à indicação de um dos três vencedores, a segunda mais citada levará o prêmio.

No total, 36 bibliotecas foram pré-listadas. o participante do concurso pode indicar qualquer outra, desde que atenda às especificidades estabelecidas no regulamento.


As inscrições tiveram início em 18/5/2010 e seguem até 7/6/2010.

Participem...

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma foto (quase) premiada...

Está rolando um concurso ai, lá no site da Uol.
Sobre ele não sei muita coisa, mas que ele vai premiar uma foto, isso eu sei que vai.
E é justamente por isso que estou aqui hoje, para fazer uma indicação a vocês.


Sei que muitos leram, ouviram, ou até mesmo viram as notícias sobre as chuvas em Rio Preto, uma cidade no interior de São Paulo, que há muitos sofre com as enchentes.
Em uma dessas enchentes, lá estava o fotógrafo do BOM DIA, em meio ao rio que descia pela avenida Andaló, uma cena chamou a atenção dele, que começou a disparar.


Um dos cliques resultou nessa foto, que correu o mundo todo e está entre as 79 imagens selecionadas.

Os dois homens, são hoje, são considerados heróis.
A mão que surge do meio da correnteza é de uma mulher, que agora não me vem o nome na cabeça.


Ela está viva.


Pessoal, vamos votar nesta foto e divulgar o link para que outras pessoas votem.

Votem aqui.


Não sei quando sai o resultado, mas enquanto der para votar, vamos votar.
Só é compotado um voto por computador, isso dificulta um pouco as coisas, mas divulgem para seus amigos, parentes e digam a eles que passem para frente.


Vamos fazer meio que uma corrente.


Obrigada a todos que votaram e divulgaram.


Para votar, clique aqui e vá direto para a foto.


Um beijo da Jana Moraes.

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domingo, 9 de maio de 2010

Cuide-se!





 Conhece???











Já ouviu falar???

















Quem ama usa....
(quem não ama, também DEVE usar...)





Não usou né????
(vixi!) 






 





Que pena... de você.
(Agora cuida e não passa pra frente.)

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O pulso...

O pulso ainda pulsa...

Peste bubônica, câncer, pneumonia.
Raiva, rubéola, tuberculose e anemia.

Rancor, cisticircose, caxumba, difteria.
Encefalite, faringite, gripe e leucemia...

E o pulso ainda pulsa (???)

Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia.
Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia.

Úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria.
Sífilis, ciúmes, asma, cleptomania...

E o corpo ainda é pouco...
E o corpo ainda é pouco (???)
Assim...

Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia...
Hérnia, pediculose, tétano, hipocrisia.

Brucelose, febre tifóide, arteriosclerose, miopia...
Catapora, culpa, cárie, câimbra, lepra, afasia...

O pulso ainda pulsa.
E o corpo ainda é pouco.
Ainda pulsa.
Ainda é pouco.

Assim. 

Arnaldo Antunes. 

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Palavra em foco.

Não será só de livros que viverá a quarta edição da Bienal do Livro de Rio Preto, que começa hoje e vai até domingo da semana que vem na Swift. Os livros são apenas a “isca” para os amantes da cultura e também da palavra, seja ela escrita ou falada. 
Na abertura hoje, a palavra musical rouba a cena. Adriana Calcanhotto, ou Partimpim, apresenta, neutro em carbono, o show “Partimpim Dois”, às 20h.
Amanhã de manhã será a vez do popstar padre Fábio de Melo e o ex-secretário Estadual de Educação Gabriel Chalita soltarem a palavra em palestra sobre a gentileza.
No domingo, o ator global Antônio Calloni fará uma leitura poética para o público, encerrando o primeiro fim de semana da bienal, que seguirá durante a semana.
Tem também atividades teatrais para divertir e educar a criançada. Obras cinematográficas baseadas em títulos da literatura brasileira. Além de cantores e dançarinos em peças gratuitas.
E os livros?
Ah, os livros. Tem muitos e muitos livros (25 mil no total), que serão expostos para venda ou simplesmente para aquela folheadinha básica. A apreciação pode ser feita em um espaço climatizado de 300 metros quadrados.
Para esta quarta edição, como se vê, a aposta está na diversidade das atividades.
A histórica Swift será dividida em seis espaços, todos relacionados à palavra, claro. A palavra vai ser exposta e colocada em cena de uma forma sempre lúdica, com jogos, brinquedos e animadores para crianças.

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sábado, 10 de abril de 2010

Saulo Fernandes, a voz do Eva.

Depois da maratona do carnaval ele teve 15 dias de férias. Tempo suficiente para retomar o fôlego e começar tudo de novo. Há 8 anos puxando trio e shows da Banda Eva, é considerado uma das vozes preferidas do axé nacional.
Em entrevista exclusiva ao BOM DIA Rio Preto, o vocalista da Banda Eva, Saulo Fernandes, se mostra um baiano decidido.
Com agenda de shows lotada para este ano o baiano conta um pouco sobre a parceria infantil com Ivete Sangalo e as esperanças sobre a Copa na África.

Como foi para você gravar músicas infantis com a Ivete?
Saulo - Foi lindo. Eu e Ivete estamos escrevendo música infantil sem saber e em uma conversa resolvemos nos juntar e gravar o Casa Amarela. São canções que contam histórias que se passam dentro de uma casa amarela. É bom cantar música infantil pela pureza que elas tem. A parceria com a Ivete deixa tudo ainda mais lindo.

Pensa em fazer parceria com algum cantor (a) internacional?
Saulo -
Internacional não, minha área é por aqui mesmo. Mas gostaria muito de conhecer e fazer uma parceria com a Maria Gadú. Gosto muito da musicalidade e do timbre de voz dela. Quem sabe não rola ai uma parceria entre a MPB e o Axé.

Carnaval. Sua vida é levada aos batuques dele?
Saulo -
Nem sempre. Segunda, terça e quarta minha vida é mais tranquila, mas de quinta a domingo é só alegria, folia e música. Mas todos os meus momentos se desencadeiam em alegria.

O carnaval se estende além de fevereiro, como manter o pique para as micaretas?
Saulo -
(Risos) É como se fosse o treino de um time de futebol. As micaretas são os treinos para o carnaval. É a hora de se fazer experimentações de repertório e aproveitar para lançar os hit´s que devem bombar no próximo carnaval.

Qual é a música que não pode faltar no repertório?
Saulo -
Eva. O mais engraçado é que a música é uma versão e acabou se tornando o hino da banda que leva seu nome. Outra que não pode faltar é Anjo. E toda vez que saio do palco sem cantá-la sou cobrado, ‘pô, por que não cantou anjo?’.

O axé está sendo exportado. Como é encarar este público tão diversificado?
Saulo -
Bom, saimos daqui para fazer valer o que dizia Carmem Miranda, mostrar ‘o que a baina tem’. O que exportamos é na verdade a percurssão, que a a maior riqueza do baiano. A alegria de viver a gente também leva, mais isso eles já sabem que a gente tem de sobra.

Já pensou em abandonar a ‘baianidade’ e cantar outros estilos musicais?
Saulo -
Então. A baianidade não me permite isso (risos). Quando canto, canto aquilo que gosto, independente do estilo musical. A isso eu misturo os ritmos da Bahia, a alegria do baiano, o sotaque. A música e seu propósito não tem limite de estilo.

Gosta de futebol? Para a Copa, o Brasil volta com o hexa?
Saulo -
Se gosto de futebol, adoro. Como bom baiano sou torcedor e sofredor do Bahia. Bom, o pensamento para a Copa é um só, vestir a camisa e torcer. Sou a favor dos pensamentos positivos para tudo. Traz a taça Dunga.

Se não fosse cantor, o que seria?
Saulo -
Seria um homem infeliz. Próxima (risos).

Um bate bola rapidinho: Ivete Sangalo ou Claudia Leite?
Saulo -
Ivete. Nada contra a Claudinha, mas sem sombra de dúvidas Ivete.

Palco ou trio elétrico?
Saulo -
Para não falar muito, trio. É mais elétrico (risos).

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Conto. Crônica. Declaração de amor.

De acordo com o título, este post é dividido em três partes distintas.

Conto.
Crônica.
Declaração de Amor.


As três vertentes, mesmo distintas uma das outras, vão se entrelaçar a fim de confundir os leitores mais atentos. Não se perca nos pormemores, está é sim uma história real, estes são sim sentimentos dos quais fazem parte do meu conto, da minha crônica e da minha única declaração de amor.

Conto. Não só a você, mas a todos que tiverem paciência de ouvir.
Conto. Pois ainda não cansei de acreditar que tudo aquilo foi real.
Conto. E de tanto contar chego a me esquecer.



Esqueci.


A noite estava fria, como esta, que uso como cenário para este conto.
O céu era iluminado pela lua mais linda e delicada que avistei desde ontem, quando olhei pela última vez para a janela na esperança de te ver pela primeira vez.
O engraçado disso tudo é que eu ainda não o conhecia e já te esperava de braços abertos. Sabia que você, e naquele momento só você, seria capaz de me fazer ver as coisas da forma que elas realmente eram.

Já a fim de confundir, vou inverter uma ordem.

A declaração de amor ali mesmo foi recitada. Ouvida por aqueles que nem mesmo sabiam que estavam presenciando um dos dias mais preciosos na vida daqueles dois persoangens, que na verdade eram três.
Ela, uma moça decidida.
Ele, um rapaz perdido em suas incertezas.
Sabia ela exatamente o que iria fazer, independente de qual dos dois personagens que habitam a alma ele entrasse em cena.
Entrou um. E depois o outro.

Ai sim, começa a crônica.

Este um é o avesso do outro. O belo e a fera.
O belo foi amado e se deixou amar. A fera, quando despertou de seu sonho inesperado, não deixou mais que o belo se deixasse amar e repudiou a tudo aquilo, menos ao amor dela.
Como em toda crônica, a resolução nem sempre está nas linhas. Mas aqui, as entrelinhas são amarguradas pela decisão dela. Cansada de sofrer preferiu seguir os instintos da fera e abdicar de seu amor.
Isso fez com que a fera se exaltasse e usasse as defesas dela a seu favor.

Aqui entra outra vertente que não está no título.

Contra ela, ele, que minutos é o belo e (h)ora é a fera, usa o orgulho. É nele que se sustenta sem se alimentar.
É dele que ele tira forças para enfrentá-la cara-a-cara sem demosntrar o que realmente deseja.

Voltando ao título para terminar.

Conto aqui, como uma simples crônica se transformou na única declaração de amor que sou capaz de fazer a ele, que é orgulhoso demais para entende-la.


Quem é ela - Pimenta do Reino.





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